Sinopse:
Depois da improvável
e inusitada vitória de Katniss Everdeen e Peeta Mellark nos últimos Jogos Vorazes, algo parece ter mudado para
sempre em Panem. Aqui e ali, distúrbios e agitações nos distritos dão sinais de
que uma revolta é iminente. Katniss e Peeta, representantes do paupérrimo
Distrito 12, não apenas venceram os Jogos, mas ridicularizaram o governo e
conseguiram fazer todos – incluindo o próprio Peeta – acreditarem que são um
casal apaixonado.
A confusão na cabeça
de Katniss não é menor do que a das ruas. Em meio ao turbilhão, ela pensa cada
vez mais em seu melhor amigo, o jovem caçador Gale, mas é obrigada a fingir que
o romance com Peeta é real. Já o governo parece especialmente preocupado com a
influência que os dois adolescentes vitoriosos – transformados em verdadeiros
ídolos nacionais – podem ter na população. Por isso, existem planos especiais
para mantê-los sob controle, mesmo que isso signifique forçá-los a lutar
novamente.
Resenha:
Depois de ler e qualificar Jogos
Vorazes como pavorosamente ruim, resolvi seguir o mesmo plano de leitura da
trilogia Cinquenta Tons. Ir até o fim. E só assim eu pude perceber o quanto as
duas se assemelham. É bem aqui que isso acontece.
Em Chamas tem início junto com os
preparativos para a Turnê da vitória. Eles venceram os Jogos. De maneira
inédita. Dois adolescentes do mesmo distrito, sobrevivendo juntos às investidas
da Capital. Agora, na 75° edição dos Jogos Vorazes, é comemorado o terceiro
massacre quaternário. Uma edição que sofre algumas modificações na escolha dos
tributos, e que é realizada no intervalo de 25 anos.
Agora, Katniss recebe a visita
inesperada e secreta do próprio Presidente Snow. E ele não trás meras
congratulações, mas sim, ameaças concretas. Snow sabe da farsa do romance, sabe
que os focos de rebelião que vem surgindo nos distritos é completa e somente
culpa dela, mas se Katniss não usar sua força teatral pra mostrar a todos que
sim, ela e Peeta ainda são um casal feliz, todos aqueles que ela
verdadeiramente ama perderão suas vidas, a começar por Gale.
Durante a turnê, Katniss usa de
todos os seus artifícios para fazer Panem acreditar que o que fez na arena foi
impensado, e não um ato de revolta. Mas qualquer gesto que ela dispense a
qualquer multidão parece lançar uma chama a mais dessa revolta na população.
Quando a coisa começa realmente a
‘pegar fogo’, eis que vem o novo jogos Vorazes, e agora, a escolha vai caber ao
quadro de vencedores das edições. Todos os que ainda vivem são candidatos.
Qualquer um pode ser escolhido.
Mas no Distrito 12, só existem 3
ganhadores. Katniss, Peeta e Haymitch... E como cada distrito deve enviar dois
tributos, sendo um menino e uma menina, já é determinado que Katniss sim, será
mandada para o ‘abate’...
Quando tudo se confirma e o nome
de Haymitch é retirado na colheita, Katniss narra os passos de Peeta até que
ele se voluntarie. E aí então Katniss passa a ter um objetivo na nova arena,
seja ela qual for... Novos inimigos, e amizades inesperadas. Alianças podem
surgir, mas o medo de Katniss só faz aumentar. Ela e Peeta são vencedores, mas
da última edição. E todos os outros serão vencedores há muito mais tempo. Serão
mais velhos que eles e já presenciaram táticas de combate fora da arena, ao
ponto que Kat e Peeta estão de novo nas mãos de Haymitch.
Mas Katniss está decidira. A
Capital não vai tirar a pureza de Peeta. E ele sim, vai sair dali, novamente
como um vencedor. Custe o que custar.
No segundo volume da trilogia
Jogos Vorazes, Suzanne Collins parece apresentar mais de Katniss do que foi
feito no primeiro, e de uma maneira muito mais humana. É intrigante o jeito
como a autora cria uma heroína que não tem finais felizes, e que acaba sendo
vítima dos próprios descontroles. Eu disse no começo que se assemelha com
Cinquenta Tons, porque esse é o único livro da serie que saiu bom, assim como
Cinquenta Tons Mais Escuros. Mas nada a mais que isso, até porque Jogos Vorazes
fala de morte, Cinquenta Tons de pornografia incontida.
Deixarei pra falar do desastroso
fim da saga na resenha do próprio. Mas, focando aqui, Suzanne Collins enfim
mostrou um lado de Panem que e agradou. Veteranos de ‘guerra’ lutando entre si,
e pelo bem de si. Todos travam duas guerras paralelas na nova arena... Até
porque, todos seguem um plano orquestrado nos mínimos detalhes... E a revolução
começará.
Gostei sim, de Em Chamas. É um
bom livro. Mas de três, o único que se salva. Novos aliados se juntam à trupe
de personagens, e alguns deles, claro, marcados para morrer.